Boletim de Previsão Climática passa a ser enviado aos comitês de bacias hidrográficas de Minas Gerais


9 abr/2025

Os comitês de bacias hidrográficas de Minas Gerais agora passam a contar com uma ferramenta essencial para o planejamento e gestão de recursos hídricos: o boletim de previsão climática do estado, esses produtos climatológicos vêm sendo elaborados há alguns anos e agora estão sendo oficialmente direcionados a esses órgãos estratégicos.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Federal de Minas Gerais, a Universidade Federal de Minas Gerais, o Instituto Federal do Norte de Minas e o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. O grupo atua na coleta, interpretação e regionalização das previsões fornecidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia.

Embora os mapas e dados sejam fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia, o grupo de pesquisadores atua na interpretação e regionalização dessas informações. O boletim traz um recorte específico para o estado de Minas Gerais, com destaque para as bacias hidrográficas, permitindo uma leitura mais precisa das condições previstas para cada região.

Com a inclusão dos comitês de bacia como recebedor dessas informações, o objetivo é ampliar o alcance das previsões e tornar as informações úteis para uma gama maior de usuários. O boletim atende desde instituições públicas até a iniciativa privada, passando por cooperativas agrícolas, associações comerciais e industriais — setores que dependem diretamente do comportamento climático para suas atividades.

“O impacto que eu vejo dessas informações de previsão climática é muito positivo porque a ideia é exatamente fornecer à todos os setores da sociedade o que se espera daquele mês, e a partir daí diminui o risco de situações inesperadas”, explica o professor Fúlvio Cupolillo, integrante da equipe responsável pelo trabalho no Instituto Federal de Minas Gerais.

A previsão climática mensal oferece uma visão antecipada das tendências de chuvas e temperaturas, o que permite uma atuação preventiva. Ao antecipar possíveis cenários, o boletim contribui para a redução dos chamados riscos climáticos, evitando surpresas e possibilitando maior preparo para eventos extremos ou variações significativas nas condições meteorológicas.

Essas ferramentas fortalecem o monitoramento climático no estado e aprimoram a capacidade de resposta de gestores e tomadores de decisão diante das mudanças nas condições ambientais.

      A elaboração deste boletim climático contou com a interpretação especializada dos dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A previsão para as bacias dos rios Doce, Mucuri, Jequitinhonha e Paraíba do Sul foi realizada pelos professores Fulvio Cupolillo e Daniela Martins Cunha, ambos do IFMG – Instituto Federal de Minas Gerais, Campus Governador Valadares. Já a análise referente à bacia do rio São Francisco ficou sob a responsabilidade do professor Fulvio Cupolillo, em conjunto com a professora Laura Thebit de Almeida, do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Januária.

       As previsões para as bacias dos rios Grande e Paranaíba foram interpretadas pelo professor Wellington Lopes Assis, da Universidade Federal de Minas Gerais – Campus Belo Horizonte, e pela professora Taíza de Pinho Barroso Lucas, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus Contagem.

      A adaptação dos mapas utilizados no boletim foi realizada por Jean Monteiro Lima, egresso do IFMG – Campus Bambuí e atualmente doutorando na  Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte.

Texto por Sarah Monteiro